Maion, Ana e Zabelê - capa post. Autoria: Histori-se.
Uiara zela por mulheres de três gerações e a gente descobre um pouco sobre a história de um dos povos nativos do Brasil.

O livro Maion.

Zabelê: ancestralidade e história foi o primeiro nome deste conto histórico.
Mas o título definitivo é: Maion. Ancestralidade e história.

Capa do livro Maion
Maion –  capa do livro
Aprecie um trecho da história de Maion, Ana e Zabelê.

Três gerações de mulheres protegidas por Uiara.
Uma história que, também, diz sobre a história de povos nativos do Brasil.

marca Histori-se

Muitas histórias começam com era uma vez “.

Mas esta história começa com:
olhe para a pedra que desponta no meio do rio.

Olhe e, talvez… Você veja

Uiara: dona das águas doces, de longos cabelos que, por vezes,
o verdes como as folhas da jabuticabeira; às vezes, são
negros como os frutos desta árvore e, ainda,
podem ser
dourados como o ouro.

E foi caminhando pelas terras de uma fazenda no cerrado mineiro
que Zabelê, ao chegar às margens de um rio,
surpreendeu Uiara penteando os cabelos com um pente de prata.

Uiara olhou para Zabelê com atenção, sem deixar de pentear
os lindos cabelos verdes, cor de esmeralda.

A menina, encantada, não conseguia deixar de mirar a ‘Mãe d’água’.

Desenho mostrando Zabelê encantada pela Uiara.
Zabelê – ilustração página 3
_ Zabelê – disse Uiara -, solte os cabelos, use o seu cocar.

E os cabelos da deusa das águas doces, de verde, tornaram-se negros.

A menina sentia-se enfeitiçada por Uiara: passou as mãos
sobre os cabelos, e eles foram soltos.

Uiara sorriu e disse:

_ Só falta o cocar, as pinturas nos braços e na face…
Se assim fosse, eu veria Maion: os mesmos olhos de jabuticaba, os
mesmos cabelos cor de graúna aparados logo abaixo dos ombros.

_ Maion?

_ Sim, Maion, minha amiga Luz.

A menina olhou intrigada. Uiara continuou:

_ Sua avó, Zabelê.

Zabelê acordou algum tempo depois. Dormira na areia?
A pedra no meio do rio estava deserta.
Ao longe, ouvia a voz de sua mãe.
Não poderia ter dormido…não por muito tempo.

Maion, ancestralidade e história.
Zabelê e Ana

Ana estranhou Zabelê.

A menina parecia no mundo da lua.

Caminhavam de volta para casa quando Zabelê, de súbito,  perguntou:

_ Quem é Maion?

_ Maion? – Ana surpreendeu-se com a interrogação.

_ Maion é Luz, sua avó.

Ana disfarçou a emoção. Seguiram sem palavras…
A quebra do silêncio de anos exigia um tempo para ser compreendida.
Zabelê ficou matutando as palavras da Mãe d´água.

Ilustração mostra Zabelê sonhando com as águas do mar
O sonho de Zabelê. Página 9
Naquela noite,
Zabelê sonhou com o mar.

As águas do mar soltaram uma
espuma que, discretamente,
foi tragada pela foz de um rio.

As águas do rio corriam para o mar;
contudo, espumas de água salgada
subiam o rio.

Aos poucos, essas espumas eram
divididas em vários bocados:
uns subiam certos afluentes,
outros tinham lagoas como destino.
Alguns subiam para as nuvens e
caiam sobre a terra.

De uma pequenina porção
dessas espumas nasceu, ela: Zabelê.

Uiara pegou a pequena
Zabelê nos braços.

O sonho de Zabelê
Foto da página 9 do livro Maion
A história de Maion, Ana e Zabelê continua nas páginas do livro:
Maion. Ancestralidade e história.
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