Lu Barros - Festival Banho de Amar
Histori-se entrevista.

 Manifestar-se amorosamente é coragem
(Lu Barros).

Lu Barros celebrou 25 anos de carreira musical com o show Banho de Amar, que teve várias apresentações desde a pré-estreia em maio de 2023 e, como sempre, integrou outras artes à música.

O show originou, em 2025, um Festival.

Festival Banho de Amar

A locução adjetiva qualifica o banho, dá nome ao banho.
Nada além de amar cabe nesse palco.
E essa talvez seja uma das facetas mais poderosas da compositora e cantora e do grupo que a acompanhou nos shows de 2025.

O espetáculo autoral integrou músicas dos gêneros pop, soul, milonga, xote, blues, rap e samba, com direção musical e arranjos de Claudio Veiga (violão).

Somam às apresentações uma banda potente formada por

  • Filipe Narcizo (contrabaixo),
  • Alexandre Olly  (bateria) e
  • Elaine Regina, atriz e cantora, que também assina intervenções cênicas.

Participações musicais (especiais) de Mariana Stedele, Sirilo da Fusão, Lico Silveira e Naddo Pontes, e de Cesar Audi e Juliano Pereira suplentes como baterista e baixista, respectivamente, além da performance “Mãe Terra Sagrada”, de Carla Menegaz, e pintura ao vivo com Ester Fabiana, bem como oficinas com argila e pigmentos naturais com estas e também de poesia, com Raquel Grabauska, ampliam o cenário do evento.

O Banho de Amar é, também, um mergulho nas potências das artes.

O Festival, gratuito, uniu arte, afeto, memória e reconstrução.

Nas palavras de Lu Barros, celebrou

o afeto como força criadora.
Que canta para cuidar.
Que dança para lembrar.
Que oferece escuta, toque, troca.
É arte como gesto político de amar o outro
“.

Ela costuma dizer:

não eram os artistas, genericamente falando, que participavam do meu show, mas os participantes do festival, com seus diversos talentos, faziam participações especiais no meu show.

Histori-se tem em Lu Barros uma parceira de longa data. E, por esse motivo, nesta edição que renova a Revista, resolveu perguntar à artista sobre o sucesso dos shows de 2025 – sempre com lotação esgotada – e sobre os projetos para 2026.

Confira a entrevista

HISTORI-SE: Lu, como tu descreverias a experiência do Festival Banho de Amar como um todo?

LU BARROS: Em primeiro lugar, agradeço muito pelo interesse e pelo espaço, e sim, essa parceria com a Histori-se vem de longa data e, além de agradecer, sigo muito fã da revista.

Eu descreveria a experiência do Festival Banho de Amar como uma grande conexão, desde a criação, escolha, contatos e contratos com participantes, ideias do que poderíamos oferecer, cada um na sua área, tudo e todos com o mesmo intuito de cada arte bem fazer à comunidade.

Também ao longo dos quatro meses de apresentações, com todas as pessoas envolvidas, artistas, produção, equipes técnicas e de comunicação – conexão com essas pessoas e entre elas também.

Enfim, até chegarmos à conexão com o público, que seria nosso alvo neste movimento, mas que também nos fez ‘alvos’, em função do retorno que tivemos neste sentido.
Foi trabalhoso, foi novo, foi aprendizado, experiência, e foi realização, pessoal e coletiva.

Resumo como conexão artística, afetiva, pessoal e coletiva.

HISTORI-SE:
Durante as apresentações, houve algum momento inesperado ou especial que tenha te marcado? Ou que tenha sido muito especial para toda a equipe, para a troupe que te acompanhou?

LU BARROS: Sim.
Por mais que se preveja, o imprevisível é sempre possível… (olha, essa frase bem poderia virar música…:).
Mas não foi um momento especial ou inesperado, foram vários! Tivemos momentos bonitos, no palco, como falas que nos emocionaram demais.

Tivemos também uma chuva muito forte na etapa de Canoas, na Casa de Artes Villa Mimosa, quando precisamos trocar os camarins de local, às pressas, por conta de goteiras.
Isto fez com que todo o pessoal que lá aguardava seus momentos de participar dos shows se juntassem ao público – e foi emocionante, particularmente, cantar com os colegas presentes, fomos plateia uns dos outros naquela noite, isto nos emocionou a todos.

Também faltou água na primeira etapa, na Casa Verso, o que atrapalhou um tanto a oficina de pigmentos naturais (Ester Fabiana).
Para o pessoal da produção, que foi impecável na resolução dessas questões todas e de outras, certamente que foi situação bem marcante.

Mas eu posso dizer seguramente que um dos momentos que mais me marcou foi o depoimento de uma pessoa ao final da apresentação na última etapa de shows, no espaço Cuidado Que Mancha.

Ela veio emocionada, com olhos marejados, dizendo que tinha chorado durante o show, mas que estava muito feliz.
Me disse ser uma pessoa amorosa, mas retraída neste sentido.
E que ver tantas manifestações afetuosas durante o Festival lhe deu coragem para também se manifestar mais amorosamente no mundo.

Ganhei o dia, a noite, o mundo!

HISTORI-SE:
O Festival Banho de Amar colocou-se como um gesto de afeto e de acolhimento, certo?

Aliás, como plateia, fiquei impactada com o belíssimo trabalho dos intérpretes em Libras.
Essa amorosidade toda levou o evento a diferentes lugares dentro da cidade de Porto Alegre, como Casa Verso ou Cuidado que Mancha, por exemplo. E, antes de fazer a pergunta, preciso citar uns versos da canção “Breve Brisa”:

Forte como a correnteza
Frágil como as certezas
Sangue quente corre pelas veias
.

Como foi a interação com o público nesses espaços?
Notaste alguma diferença na energia ou recepção?

LU BARROS:
Certíssimo, Vera, afeto e acolhimento eram nossa proposta principal, exaltar o amor-próprio, o autocuidado e a autoaceitação como princípio para o acolhimento e aceitação/inclusão do outro.
Nosso intuito com o Festival teve, como o show Banho de Amar já tinha, o intuito de jogar mais amor no mundo. Os intérpretes de Libras foram fundamentais neste processo inclusivo.

Todos os espaços escolhidos para as quatro etapas foram aqueles atingidos pela grande enchente de 2024, que até hoje repercute negativamente em muitos deles, ou espaço que tivesse ajudado os flagelados, como o Cuidado Que Mancha, que além de ser ‘casa de artistas’ no sentido de trabalhar com arte, também tem vários projetos sociais.

Foram eles,
  • a Casa Verso, no bairro Cidade Baixa,
  • a Terreira da Tribo, no Quarto Distrito,
  • a Casa de Artes Villa Mimosa, em Canoas e
  • o espaço Cuidado Que Mancha, já citado.
A todos foi destinada uma verba, e quisemos levar nosso apoio, num banho de amor e de arte onde antes ‘o banho’ foi tão cruel.

De todos os quatro espaços aos quais pretendíamos e levamos apoio, fomos nós imensamente apoiados.

Fomos acolhidos amorosa e prontamente em todas as nossas necessidades e mais do que poderíamos imaginar, incluindo mudanças na disposição dos móveis ou mesmo na organização de salas.

Vale dizer que a produção impecável do Festival deixou tudo em ordem também ao final de cada etapa.

HISTORI-SE: Trabalhar coletivamente também significa perceber de diversos modos, somar…
Os demais artistas da troupe tiveram a mesma percepção em relação ao retorno dos espectadores?
E a produtora, como avaliou e sentiu a recepção ao evento como um todo?

LU BARROS: Temos duas pessoas na produção do Festival: o Anderson Gomes, produtor cultural, que também fez pocket show autoral, com nome artístico Sirilo da Fusão, e a Isabel Meireles, na produção executiva.

Ela já trabalhava conosco desde antes, e apresentou, com curadoria do Jorge Aguiar, a exposição de fotos dos dois anos de apresentações do show Banho de Amar.

Ambos já tinham experiência em produção, mas nenhum dos dois tinha experiência com produção de Festival.

Foi tudo novo, e penso que o trabalho e a dedicação dos dois, com suas diferentes aptidões, temperamentos e conhecimentos trazidos, foi complementar mesmo, resultando em ações práticas mui pertinentes.

Quanto aos participantes, a movimentação era rápida e coordenada.

A cada uma das quatro etapas, tínhamos um dia inteiro de Festival, já que as oficinas iniciavam às duas horas da tarde e que a programação se estendia variada até o final da derradeira apresentação, pelas nove horas da noite; então, não tínhamos muito tempo para trocas mais detalhadas.
Considerando, ainda, que a produção tinha que preparar os espaços desde cedo da manhã, ou mesmo na véspera, e que a equipe técnica, terminadas as apresentações, tinha que desmontar e recolher todo o equipamento, sem falar nos movimentos pontuais, como a confecção dos cards, os textos para publicação, as fotos, as publicações e entrevistas marcadas pela assessoria de imprensa, os meses foram corridos; e nossas trocas, rápidas.

Na última etapa, sabedores de ser a última, estávamos todos mais descontraídos e, mesmo nas etapas anteriores, não faltaram palavras nem abraços, inclusive culinários, já que a preparação dos camarins ficou a cargo de uma amiga muito querida, a Lidinha, que nos mimou como pôde, com quitutes, frutas e carinho. Também trocamos mimos neste dia.

Mas fora os ensaios, quando nos encontrávamos em estúdio, com hora marcada, tivemos apenas um encontro para confraternizar, para fazer algumas fotos e para que todos pudessem se conhecer.

Foi em junho, no dia de São João, antes mesmo do início dos ensaios e do Festival, cuja primeira etapa seria em agosto.

Neste dia, cada um trouxe algo para partilhar, e recortei bandeirinhas. Levei canetas coloridas, imaginando que, se as crianças logo se encontram nas brincadeiras, atividades lúdicas como pintar e escrever poderiam facilitar o encontro e a integração dessa gente toda. Tenho até hoje as bandeirinhas penduradas na minha sala de casa.

Mas, respondendo à tua pergunta, teremos um evento de encerramento ainda, quando apresentaremos um vídeo dando conta do que foi o Festival e no qual constam, dentre outras coisas, diversos depoimentos dos participantes, além da exposição dos quadros pintados ao vivo nos shows e na oficina de grafitti, dentre outras surpresas que preparamos.

Adianto que este evento será aberto ao público; assim que tivermos o vídeo pronto e definirmos a data, publicaremos nas redes sociais do Festival.

HISTORI-SE:
Lu, houve alguma música que ganhou um novo significado ou que o público recebeu de uma forma que tu não esperavas?
O que isso te traz como artista?

LU BARROS: Sim, tanto as músicas apresentadas nos pocket shows autorais, como as minhas ou aquelas que cantei tiveram significados especiais no Festival Banho de Amar.

Nos pocket shows, as atuações ou acompanhamentos que os artistas trouxeram e os arranjos que prepararam para apresentá-las.

Algumas dessas tantas músicas já eram familiares para mim, e outras, tive o prazer de apreciar pela primeira vez ao vivo. Conhecendo um tanto do repertório desses cantores, observar quais músicas eles escolheram para o Festival que intentava ‘banhar de amor’ foi bem interessante também.

Quanto ao meu repertório, tem a “Breve Brisa”, que mencionaste antes, e que deu origem ao show, e na qual tínhamos uma intervenção do poeta, amigo e brincadeiro Mario Pirata que, desde a estreia, sempre participou do show, e que foi homenageado com vídeo no Festival, pois não estava mais entre nós.

Lu Barros e Mario Pirata em agosto de 2023.
Lu Barros e Mario Pirata
Foi no mínimo estranho cantá-la sem a participação dele, foi uma ausência que se fez presente…

Não quis substituí-lo e, lá pela segunda etapa, inventei eu mesma de dizer algumas palavras, escolhi um trecho de uma música do Chico Cesar, coisa que também gostei de fazer.

Também uma música do Vini Cordeiro, que era tema das tantas lives que fiz durante a pandemia covid.

Este grande amigo compositor faleceu há um ano, e toda a vez que eu cantava a música, um amigo em comum, que participava do meu show, chorava no camarim.

Pensei em mudar a ordem das músicas nas etapas seguintes, porque quando ele vinha fazer sua participação cantando comigo, chegava chorando.
Até que percebi que não adiantava: ele passava chorando por três ou quatro músicas, até chegar ao palco e receber meu abraço.

E uma composição minha, que se chama Douradim, Douradim, inédita até o Festival, teve grande repercussão com a plateia que não só cantou junto alguns versos como aplaudiu efusivamente.

O maestro Renato Borba, que acompanhou um pocket show em algumas etapas e estava presente, disse que pretende escrever um texto a respeito do Festival e pediu uma gravação desta, que adorou, para “se inspirar”, e a Mariana Stedele me disse várias vezes que pretende cantá-la.

Que bom, Douradim é um peixinho, fosse ave, voava o mundo também na voz da Mariana.

Enfim, o Claudio Veiga, sempre muito atento ao que os músicos trazem e a como o público reage, também alterou alguns arranjos no decorrer dos ensaios – é um processo bonito, dedicar-se a trabalhar as músicas, mudando detalhes, alcançando resultados pretendidos, o processo todo foi muito rico.

HISTORI-SE: Agora, conta pra gente: qual o aspecto menos glamoroso, mas essencial na vida de um grupo que faz vários shows e que, talvez, a plateia não imagine?

LU BARROS: Tenho certeza de que o que há de menos glamuroso em fazer música/arte é a remuneração.

Todos temos presente e clara a importância da arte nas nossas vidas, quase ninguém vive sem ouvir música, todos nos valemos do cinema, e todos tivemos plena consciência disto durante o período de isolamento decorrente da pandemia.

Todos queremos som de qualidade, executado com bons equipamentos, por músicos preparados, com estudo e ensaios, sem falar em tudo o que envolve um show, do cenário a uma sonorização adequada.

Tudo isto tem custo, investimento de tempo e monetário também. Mas a classe artística não tem remuneração adequada.

Por isto, ficamos muito satisfeitos com a seleção do Festival no edital SEDAC nº 32, da Política Nacional Aldir Blanc.
O Festival se deu com recursos do Financiamento Pró Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal, que possibilitou não só que todos os envolvidos tivessem uma remuneração justa, contemplando os espaços, como também possibilitou a contratação de profissionais responsáveis pelas diversas necessidades que um projeto assim demanda.

Quanto ao essencial, respeito pelas diferenças e pelas competências.

Trabalhar em grupo, como conviver em grupo, nem sempre é fácil, além das questões da vida de cada um, os humores, as divergências. Mas é certo que um objetivo comum, ainda mais amoroso como este, facilita bastante.

HISTORI-SE: Lu, 2025 foi, chegamos a um novinho 2026… Tempo, movimento. Mudança…
Qual a sensação de “fechar esse ciclo” e de olhar para um ano que ainda pode ser abraçado?

LU BARROS: Tuas perguntas são ótimas, Vera!

Pretendíamos encerrar o Festival, com a exibição do vídeo/documentário sobre o que aconteceu nessas quatro etapas, e com uma oficina de Grafitti ainda em dezembro, mas não foi possível, então deixamos para 2026.

Essa oficina, ministrada pelo writer Sirilo, aconteceu nos primeiros dias de janeiro, numa tarde ensolarada, em pleno Parque da Redenção, e foi um abraço à cidade, à natureza, aos “amigos do Banho” e abraçou também os passantes que pararam pra acompanhar.

E esse ter pendente e executar, ainda, algumas ações relativas ao projeto em 2026 acabou soando para mim como auspicioso: iniciar o ano ainda envolvidos com esse evento lindo, artístico e construtivo, e ainda oferecendo conhecimento e bem-estar à comunidade.

Confesso também que, depois desta experiência, tenho, e praticamente todos os envolvidos também têm, a pretensão de fazer uma nova edição, a ser pensada, planejada, inovada em alguns aspectos (e essa parte criativa me encanta), mas dependeremos de novos editais que possibilitem.

Como artistas independentes, experientes e dispostos a trabalhar com dedicação, precisamos e sabemos fazer bom uso de recursos e termos conhecimentos para implementá-los. Acredito que em algum momento aconteça.

Fechamos o ciclo de 2025 com esse grande abraço artístico e amoroso.

Experiência sobre a qual falamos um tanto, e muitos meandros não foram mencionados aqui, como a ‘Performance do Abraço’ que a Elaine Regina sempre faz no início do meu show e que fez em todas as etapas do Festival – espiem na página @festivalbanhodeamar   – o post de final de ano, com as fotos maravilhosas que o Edson Filho fez dessa performance.

Festival Banho de Amar -10/12/2025
Acho que representa bem o que entregamos, e a fisionomia das pessoas, quando abraçadas, representa o que recebemos.

Pudemos nos manifestar quanto a questões que julgamos importantes, como aquelas dos povos originários, pudemos trabalhar com tranquilidade, pudemos conviver em harmonia, pudemos superar obstáculos, conciliar divergências, nos manifestar enquanto humanos e enquanto artistas, com liberdade, aconchego e a devida valorização.

Não tem palavra que expresse melhor o que sinto – gratidão.

Imensa gratidão a muitas pessoas, por cada detalhe e pela grandiosidade que nós, pequenos, conseguimos alcançar juntos.

HISTORI-SE:
Hummm… Lembro de versos que conheces, com certeza:

Plante amor se quer colher a paz.
A escolha é sempre de cada um, de cada uma
.

O que a mulher e artista lançaria como sementes para 2026?
Algum projeto, ou alguns projetos, já desenhados na esteira luminosa de Banho de Amar?

LU BARROS: Conheço mesmo, versos do Sirilo da Fusão, aprecio demais.
Que bom que estão ecoando pelo mundo, e que chamaram tua atenção!

Seguirei sim, como ele diz na música, plantando amor nesse mundão de tantos conflitos.

É da minha natureza, e tenho procurado me aproximar, há tempos, de gente que compartilha deste sentimento.

Digo que se manifestar amorosamente não é ingenuidade, é coragem.

Tenho me dedicado, e recomendado também, principalmente, na medida do possível, cuidar um pouco mais da saúde. Isso inclui a saúde emocional – e cada pessoa vai encontrar seus meios para isso, seja lendo, meditando, dançando, cantando, mexendo na terra, pintando, correndo…

Eu não sei dizer qual o melhor jeito. Mas posso garantir que nada substitui a emoção de estar presente e inteiro no que faz, seja com as pessoas com quem se relaciona, seja num show, seja onde for.

E garanto que a arte, nas suas variadas formas, é sempre um bom remédio e uma boa forma de alcançar bem-estar.

Também tenho, pessoal e artisticamente, uma boa novidade, há muito esperada, e que deve acontecer já no início deste ano: a gravação do disco Banho de Amar. Será meu primeiro disco, justo quando celebro mais de 25 anos de carreira artística.

Outra nova experiencia, e uma certeza: é difícil viver de arte mas, para quem se realiza no que faz, é impossível viver sem arte.

Como diz a canção do Lico Silveira, que canto no show e que estará no disco, “recomeçar”, sempre.

E como cantou a Mariana Stedele no Festival, ‘mete o pé e busca o que é seu’.

E o Naddo Pontes complementa na música que traz versos do Mario Quintana e que eu também canto no show e levo para o disco: “aqueles que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão. Eu, passarinho.”

Lulu passarinha cantante, a voar enquanto o tempo também voa. Muita coisa boa acontecendo por todo lado, fiquemos atentos. E nos dediquemos ao que nos encanta, provavelmente seja o que encantará o mundo.

HISTORI-SE: Uma provocação… Daniela Mercury canta: A cor dessa cidade sou eu O canto dessa cidade é meu. Qual canto e qual cor te traduzem na e para a cidade de Porto Alegre?

LU BARROS: Bueno, nunca fui muito aguerrida e, sendo minha manifestação amorosa a mais construtiva, embora o vermelho me encante, escolho o verde que é, segundo a cromoterapia, a cor da cura e da transformação, que é o que essa cidade, quem sabe o mundo, precisa – e que não soe como coincidência a questão ambiental.

Quanto ao canto que me traduz, não há um, mas eu traria o que me veio à mente agora, e que referi antes: O Show Não Pode Parar, do Vini Cordeiro.

Também estará no disco porque justamente diz que “o show não pode parar, não tem conexão ruim pra quem aprende a se entregar, cuidar de si e ainda assim cuidar de todos que gostar”.

A letra toda é maravilhosa, ainda mais quando finaliza dizendo que “não há nenhum defeito em nenhum jeito de gostar”. Sejamos nós mesmos.

Dia desses li em algum lugar: “descubra quem você é e seja de propósito”.
É tempo de nos aceitarmos, com características peculiares, com vivências distintas, nem sempre os padrões impostos, inclusive de beleza, contemplam a maioria. Raramente. Então, estejamos atentos a nós mesmos, relevemos o que não compreendemos no outro, e acreditemos que há espaço para todos.

HISTORI-SE: Lu Barros em um verso.

LU BARROS:
Quis mergulhar no infinito, mergulhei no mar,
mergulhei no infinito mar de amar…

HISTORI-SE: Um convite para quem nos acompanha.

LU BARROS: Todos convidados a seguir a página do Instagram – Festival Banho de amar  nas redes, pra saber data e detalhes do evento de encerramento do Festival, para conhecer artistas e oficineiros envolvidos e segui-los também, ampliemos nossas redes de afeto!

E dou as boas vindas para quem quiser seguir também as minhas páginas nas redes: Instagram – Lu Barros som .

Quero compartilhar as novidades e as novas modas que já estou pensando em inventar e compartilhar.

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Lu Barros -2021

Lu Barros. Apresentação no Clube de Jazz Take Five. Fotografia de Nilton Santolin.
No ano de 2021, Lu Barros concedeu uma entrevista para Histori-se.
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